Incêndio na Escola Prada: alunos devem voltar às aulas em 2 novos locais nesta sexta-feira; um dos espaços não possui AVCB
06/05/2026
(Foto: Reprodução) Após incêndio em escola de Limeira, 300 alunos devem voltar às aulas na sexta-feira
Os estudantes da Escola Municipal Prada, destruída por um incêndio de grandes proporções na última sexta-feira (1º) em Limeira (SP), vão retomar as atividades escolares na próxima sexta-feira (8), segundo a prefeitura. Parte dos estudantes vão estudar na Secretária de Educação que, assim como o prédio histórico, não possui o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB).
Após reunião nesta quarta-feira (6), a administração municipal definiu que os cerca de 300 anos serão distribuídos em dois locais — veja abaixo:
Os alunos da Educação Infantil, de uma turma, terão aulas na Emeief Major José Levy Sobrinho, no Jardim Esteves, a cerca de 500 metros da Escola Prada.
Já os estudantes do Ensino Fundamental serão atendidos no Centro de Formação do Professor, que fica na sede da Secretaria de Educação, no Parque Cidade. O espaço terá seis salas, que vão receber 12 turmas ao longo do dia — seis no período da manhã e seis à tarde.
"Nós temos uma turma de educação infantil que será transferida para a escola Major Levi, que fica a cerca de 500 a 600 metros da escola Prada. Os demais alunos do ensino fundamental, as 12 turmas, serão transferidas provisoriamente para o Centro de Formação do Professor", disse o Secretário da Educação Antônio Montesano Neto.
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O prefeito Murilo Felix (Podemos) tinha informado que os estudantes seriam transferidos nesta quarta-feira (6) uma antiga faculdade. Na última segunda (4), a Prefeitura anunciou que estava analisando três locais para remanejar os alunos de cinco a 11 anos que estudavam no prédio histórico.
Espaço sem AVCB
O secretário de Educação, Antônio Montesano Neto, confirmou à EPTV que o Centro de Formação do Professor também não tem o laudo do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). O documento é uma das licenças que atestam condições de segurança contra incêndio nas edificações.
"Nesse local, onde funciona a Secretaria [de Educação], nós ainda não temos a aprovação", afirmou.
🔎O AVCB é emitido pelo Corpo de Bombeiros e certifica que o imóvel possui condições adequadas de segurança. Isso inclui itens como extintores, sinalização de emergência, equipamentos de combate a incêndio, portas corta-fogo e outros itens.
Bombeiro apagando as chamas durante incêndio na escola Prada na última sexta-feira (1º)
Wagner Morente/GCM de Limeira
O incêndio na Escola Prada pode ter começado na fiação elétrica, apontou o Corpo de Bombeiros. O edifício, assim como outras 39 unidades da cidade, não tinha o AVCB. Atualmente, segundo o secretário da educação, 37 escolas estão irregulares.
Segundo a administração municipal, ao assumir a gestão em janeiro de 2025, foram identificadas "muitas escolas da rede municipal sem o AVCB e com problemas estruturais graves". Naquele momento, 56 escolas estavam irregulares.
O secretário disse que não há uma previsão de quando ocorrerá a total regularização dos colégios do município.
"Cada unidade exige trabalhos maiores. Cosia mais difícil de se realiza. Nós temos escolas que tem mais de 80 anos, e isso dificulta bastante, pois foram construídas em uma época diferente", disse.
Local provisório
A Secretaria será uma sede provisória até que seja definido um novo prédio. A mudança depende da conclusão dos processos burocráticos e jurídicos, além das adaptações necessárias para atender o público infantil de forma adequada.
De acordo com a Prefeitura, distância de aproximadamente 1 km em relação à escola original foi um fator determinante na escolha do espaço. A estrutura para a distribuição de merenda, os materiais didáticos e o mobiliário estão sendo providenciados.
"Nós temos uma estrutura para abrigar essas crianças até que um local apropriado e mais adequado, uma escola, seja preparado. Nós temos vários entraves jurídicos e administrativos para providenciar isso", disse o secretário.
Tombamento
A escola completa 80 anos em junho de 2027. O prédio, tombado como patrimônio histórico do município, já fez parte do conjunto Prada, onde funcionava uma das maiores fábrica de chapéus da América Latina.
A estimativa é que cerca de 30 mil alunos já passaram pela unidade desde o início das atividades.
"A gente começou a conversar com arquitetos, engenheiros, e vários deles dizem que é possível recuperar essas paredes e que é possível restaurar. Mas a gente só vai poder definir isso depois que a gente tiver um parecer da polícia científica e também nós vamos contratar um pessoal especializado para poder definir o que é possível reaproveitar ou não", contou o secretário.
Imagem aérea da Escola Prada em chamas na última sexta-feira (1º)
Wesley Almeida/EPTV
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